Resposta curta
O titular, até o substituto aceitar. O Código de Ética Médica proíbe deixar o plantão sem a presença do substituto. No adm.hospital, o plantão segue no nome do titular até um colega aceitar, e a troca fica registrada com nome, data e hora.
O que diz a regra?
O Código de Ética Médica proíbe o médico de deixar de comparecer a plantão em horário preestabelecido ou abandoná-lo sem a presença de substituto, salvo por justo impedimento
(artigo 9, Resolução CFM 2.217/2018). Na prática: combinar a troca não basta. Até o substituto assumir, o plantão é do titular.
Onde a troca costuma dar errado?
Quando ela acontece fora da escala. Dois colegas combinam no grupo de mensagens, a planilha não muda, a coordenação não sabe. No dia, ninguém tem certeza de quem está de plantão, e o fechamento do mês paga a pessoa errada.
Como funciona no adm.hospital?
- O titular pede a troca pelo celular. O plantão continua no nome dele, agora marcado como “troca pedida”.
- A vaga vai para os colegas que podem assumir, com as mesmas regras de descanso, carga semanal e especialidade do setor.
- Um colega aceita. Só nesse momento o plantão muda de nome.
- Fica registrado quem pediu, quem aceitou, a data e a hora. A coordenação é avisada e não precisa autorizar por mensagem às 22h. Se o hospital preferir, pode exigir aprovação.
E se ninguém aceitar?
O plantão continua com o titular. O sistema não deixa a vaga “sem dono” enquanto a troca está pendente, e a coordenação enxerga o pedido em aberto no painel.
O que vai para o fechamento do mês?
Quem fez o plantão. Como a troca aconteceu dentro da escala, o fechamento em planilha (CSV, abre no Excel) já sai com o nome de quem trabalhou e com o histórico da troca.
