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Dimensionamento de equipe médica: como calcular por setor?

Escrito por Equipe adm.hospital

Publicado em · atualizado em · 15 min de leitura

Médico sorrindo com o celular na mão (imagem ilustrativa)
Capa do artigo: Dimensionamento de equipe médica: como calcular por setor?

Resposta curta

O dimensionamento de equipe médica é feito em duas contas: quantos médicos cada turno precisa (pela regra do CFM na UTI e por até 3 pacientes por hora no PS e na UPA) e quantos nomes a lista precisa ter para cobrir o mês, com 10% a 20% de folga para férias e faltas.

O dimensionamento de equipe médica é feito em duas contas: quantos médicos cada turno precisa (na UTI, 1 plantonista para cada 10 leitos ou fração, pela Res. CFM 2.271/2020; no PS e na UPA, no máximo 3 pacientes por hora por médico, pelas Res. CFM 2.077 e 2.079/2014) e quantos nomes a lista precisa ter para cobrir o mês, com 10% a 20% de folga para férias e faltas.

Dimensionamento de equipe médica: as duas perguntas

Quando a direção pergunta "quantos médicos a UTI precisa?", ela está fazendo duas perguntas. E a resposta de uma não serve para a outra.

  1. Quantos médicos por turno? É a cobertura: quantas pessoas precisam estar presentes, ao mesmo tempo, em cada horário. Exemplo: 2 plantonistas na UTI das 19h às 7h.
  2. Quantos nomes na lista? É o quadro: quantos médicos diferentes você precisa ter cadastrados para preencher todos os turnos do mês, contando férias, faltas e quem só pega poucos plantões. Exemplo: 18 nomes para cobrir 120 plantões.

Muita escala quebra porque o gestor acerta a primeira conta e esquece a segunda. O turno está certo no papel, mas a lista é curta. Aí todo mês sobra vaga aberta, o coordenador liga para os mesmos três médicos e o valor do plantão sobe na última hora.

Este guia faz as duas contas, setor por setor, para hospital e para clínica, com números de exemplo em reais. Troque pelos do seu serviço.

Como calcular o dimensionamento da equipe médica em 4 passos

Serve para qualquer setor. Muda só de onde vem o número do passo 1.

  1. Médicos por turno. Sai da regra do conselho (quando existe) ou da sua demanda medida. Nunca abaixo do mínimo da regra.
  2. Plantões do mês. Turnos por dia × médicos por turno × dias do mês. Exemplo: 2 turnos × 2 médicos × 30 dias = 120 plantões.
  3. Plantões por médico. Quantos plantões cada um costuma pegar no mês no seu setor. Exemplo: 8 plantões de 12 horas.
  4. Quadro com folga. Plantões do mês ÷ plantões por médico, mais uma margem para ausências. Exemplo: 120 ÷ 8 = 15 médicos; com 15% de folga, 17,25, ou seja, 18 nomes.

A folga (alguns chamam de índice de segurança técnica) não vem de lei. É uma escolha da direção. De onde sai o número:

  • Férias: 1 mês em 12 já é cerca de 8% do ano de cada médico.
  • Faltas, doença e licenças: some de 3% a 10%, conforme o histórico do setor.
  • Resultado: uma folga entre 10% e 20%. Nos exemplos deste guia, usamos 15%.

Para escolher a sua, olhe o último ano: quantos plantões ficaram sem dono por férias, doença e desistência. Se foram 12 em cada 100, uma folga de 15% é um ponto de partida razoável.

Uma regra simples: arredonde sempre para cima. 1,2 médico por turno são 2 médicos. Ninguém trabalha 0,2 de um plantão.

UTI: o mínimo está escrito na regra do CFM

Na UTI, a demanda é estável: o número de leitos é fixo. Por isso a regra do Conselho Federal de Medicina (CFM) fala em médicos por leito, e não em atendimentos por hora. A Resolução CFM nº 2.271/2020 define o mínimo pelo nível de complexidade da unidade:

UnidadeDiarista (rotina), manhã e tardePlantonista, em cada turno
UTI adulto, nível II e III (pacientes críticos)1 para cada 10 leitos ou fração1 para cada 10 leitos ou fração
UCI, a unidade de cuidados intermediários (nível I)1 para cada 15 leitos ou fração1 para cada 15 leitos ou fração
UTI pediátrica ou neonatal1 para cada 10 leitos ou fração1 para cada 10 leitos ou fração
UCI pediátrica ou neonatal1 para cada 15 leitos ou fração1 para cada 15 leitos ou fração

A mesma resolução pede um médico responsável técnico, intensivista, e diz que o diarista (o médico de rotina, que acompanha os mesmos pacientes durante a semana) não deve acumular a função de plantonista. Para o diarista da UTI adulto, ela exige título de especialista em medicina intensiva registrado no CRM. Na UTI e na UCI pediátrica ou neonatal, o plantonista precisa ser pediatra.

A RDC nº 7/2010 da Anvisa, a regra que a vigilância sanitária usa para fiscalizar o funcionamento da UTI, pede a mesma base: no mínimo 1 médico plantonista para cada 10 leitos ou fração, em cada turno, e um responsável técnico com título de especialista em medicina intensiva. Antes de fechar o modelo, confira o texto em vigor no site da Anvisa, porque a norma já teve trechos alterados.

O detalhe que muda a conta: "ou fração"

"Ou fração" quer dizer que qualquer sobra conta como mais um. Uma UTI de 10 leitos pede 1 plantonista por turno. Uma de 11 leitos já pede 2. Abrir um único leito novo pode dobrar a equipe do turno. Faça essa conta antes de aprovar a ampliação, não depois.

Exemplo: UTI adulto de 18 leitos

  • Por turno: 18 ÷ 10 = 1,8, ou seja, 2 plantonistas. Mais 2 diaristas de manhã e 2 à tarde (18 ÷ 10 também dá 2).
  • Plantões de plantonista no mês: 2 turnos de 12 horas × 2 médicos × 30 dias = 120 plantões.
  • Quadro: se cada um pega 8 plantões, 120 ÷ 8 = 15 médicos. Com 15% de folga, 18 nomes.
  • Custo de exemplo: 60 plantões diurnos a R$ 1.800 e 60 noturnos a R$ 2.000 dão R$ 228.000 por mês, só de plantonistas.
  • Diaristas: 2 de manhã e 2 à tarde, todos os dias, são 120 períodos de 6 horas no mês. Dois médicos que fazem manhã e tarde de segunda a sexta cobrem cerca de 88. Os 32 períodos restantes, de sábados, domingos e feriados, ficam com mais 1 ou 2 nomes. Quadro: 3 a 4 diaristas.

O diarista normalmente é vaga fixa, não plantão avulso. A resolução do CFM fala em horizontalidade: os mesmos médicos acompanhando os mesmos pacientes ao longo da semana. Trocar o diarista todo dia desmonta essa ideia.

Na UTI, a especialidade pesa tanto quanto o número. Dois médicos no turno não resolvem se nenhum tem o perfil que o setor exige. Veja como impedir que um médico sem a especialidade exigida seja escalado.

Pronto-socorro e UPA: a conta é por paciente por hora

No pronto-socorro (PS) a demanda muda a cada hora. A Resolução CFM nº 2.077/2014, que vale para o PS do hospital, e a Resolução CFM nº 2.079/2014, que vale para a UPA, usam a mesma referência: no máximo 3 pacientes por hora para cada médico do primeiro atendimento.

Entram nessa conta só os médicos que fazem o primeiro atendimento. Residentes, estudantes e especialistas de sobreaviso (o médico que fica de prontidão e é chamado se precisar) não contam. As duas resoluções também pedem:

  • Sala de reanimação (ou de estabilização, na UPA), onde ficam os pacientes graves: médico exclusivo no local, com pelo menos 2 leitos para cada médico ali. Esse médico fica fora da conta dos 3 por hora.
  • Observação: no mínimo 1 médico para cada 8 leitos. Ele também fica fora da conta dos 3 por hora.
  • Coordenador de fluxo, no PS do hospital com mais de 50.000 atendimentos por ano: um médico com função só administrativa, que cuida do andamento dos pacientes. Ele não atende e não entra na conta.

O próprio CFM avisa: os 3 por hora servem para planejar o número mínimo de médicos, não para o médico atender três e esperar a próxima hora.

Faça a conta por faixa de horário, não pela média do dia

A resolução dá um exemplo: 50.000 atendimentos por ano são cerca de 139 por dia, ou 6 por hora. Pela média, 2 médicos por turno. Só que ninguém chega na média. E a mesma norma pede que a variação entre meses, dias da semana e horários seja medida e usada para redistribuir os médicos.

Veja um PS de exemplo com 60.000 atendimentos por ano, cerca de 164 por dia, fora a reanimação:

FaixaAtendimentosPor horaMédicos (÷ 3, para cima)
7h às 13h457,53
13h às 19h60104
19h à 1h406,73
1h às 7h193,22

Com esses números, o modelo do setor fica assim:

  • 3 médicos das 7h às 19h (12 horas);
  • 2 médicos das 19h às 7h (12 horas);
  • 1 reforço das 13h às 19h e 1 reforço das 19h à 1h (6 horas cada).

São 72 horas de médico por dia. Se o hospital colocasse o pico em todas as horas, seriam 4 médicos 24 horas por dia: 96 horas. A diferença é de 24 horas por dia. A R$ 150 a hora (um plantão de 12 horas a R$ 1.800), são R$ 3.600 por dia, cerca de R$ 108.000 por mês, sem tirar ninguém do horário em que a fila existe.

E o contrário também acontece: a média pelo dia esconde a falta no fim da tarde. Com 3 médicos fixos o dia inteiro, a faixa das 13h às 19h teria 10 pacientes por hora para 3 médicos. Onde buscar esses números: no sistema de atendimento do PS, por hora de chegada, nas últimas 12 semanas, separando dia útil de fim de semana.

Se a conta pedir turno de 6 horas ou formato diferente de 12 horas, compare antes em escala 12x36 ou plantão de 24 horas.

Centro cirúrgico: a conta é por sala em uso

No centro cirúrgico, quem manda é a agenda de salas. A Resolução CFM nº 2.174/2017 proíbe que o mesmo anestesista faça anestesias simultâneas em pacientes diferentes. Na prática, cada sala com anestesia em andamento precisa do seu anestesista.

Por isso a conta começa na agenda:

  1. Quantas salas ficam em uso ao mesmo tempo, em cada faixa do dia? Exemplo: 5 salas das 7h às 13h, 3 das 13h às 19h.
  2. Quantos anestesistas ficam de fora da agenda para a urgência? Exemplo: 1, 24 horas.
  3. Quem cobre a recuperação pós-anestésica e as intercorrências enquanto todos estão em sala?

Exemplo: 5 salas de manhã, 3 à tarde, urgência 24 horas

  • Por turno: das 7h às 13h, 5 anestesistas nas salas e 1 na urgência (6 médicos). Das 13h às 19h, 3 nas salas e 1 na urgência (4 médicos). Das 19h às 7h, 1 na urgência.
  • Períodos de sala no mês: em 22 dias úteis, 5 × 22 = 110 manhãs e 3 × 22 = 66 tardes. São 176 períodos de 6 horas.
  • Plantões de urgência: 2 turnos de 12 horas × 30 dias = 60 plantões.
  • Quadro: se cada anestesista faz 20 períodos de sala no mês, 176 ÷ 20 = 8,8, ou seja, 9; com 15% de folga, 11 nomes. Na urgência, 60 ÷ 8 = 7,5; com 15% de folga, 8,6, ou seja, 9 nomes. Muitos médicos aparecem nas duas listas, mas cada vaga tem seu dono no dia.
  • Custo de exemplo: se o hospital paga por período, 176 períodos a R$ 900 dão R$ 158.400, e 60 plantões de urgência a R$ 1.800 dão R$ 108.000. Total: R$ 266.400 por mês.

O erro clássico é usar o plantonista da urgência para completar a agenda de eletivas. Quando chega a cesárea de emergência, ele está preso numa cirurgia de três horas. Separe as duas coisas no modelo: uma vaga é da agenda, a outra é da urgência.

Enfermaria e outros setores: comece pelos seus dados

Para enfermaria, ambulatório e especialidades de sobreaviso, não há um número único do CFM como os da UTI e do PS. Na dúvida, não invente uma proporção. Meça:

  • quantos pacientes cada médico acompanha por dia, em média, e quanto tempo leva cada visita;
  • quantas internações, altas e interconsultas (pedidos de opinião de outro especialista) entram por dia;
  • em que horário o trabalho se concentra: visita da manhã, altas, intercorrências da noite.

Com isso, você chega ao número de médicos por turno com a mesma lógica: trabalho da faixa ÷ capacidade de um médico, arredondado para cima. Para quem fica de prontidão em casa, leia plantão de sobreaviso: como funciona e quanto pagar.

Em clínica e ambulatório: a conta é por agenda

Na clínica, o trabalho chega marcado. A conta é: consultas por dia ÷ consultas que um médico faz por período (por exemplo, 16 em 4 horas), arredondado para cima, mais a folga.

Exemplo: uma clínica com 64 consultas por dia precisa de 64 ÷ 16 = 4 períodos de médico por dia. Em 22 dias úteis, são 88 períodos. Se cada médico atende 11 períodos no mês, 88 ÷ 11 = 8 médicos; com 15% de folga, 9,2, ou seja, 10 nomes. A R$ 800 por período, a agenda custa R$ 70.400 por mês.

Do turno ao quadro: o resumo do hospital inteiro

Junte os setores numa tabela só. Esse é o documento que a direção aprova e o coordenador usa para montar o mês.

Setor (exemplo)Por turnoPlantões no mêsPlantões por médicoQuadro (com 15% de folga)
UTI 18 leitos (plantonistas)2 de dia, 2 à noite120 de 12h818
UTI 18 leitos (diaristas)2 de manhã, 2 à tarde120 períodos de 6hvaga fixa3 a 4 médicos fixos de rotina
PS 60.000/ano3 de dia, 2 à noite, 2 reforços150 de 12h + 60 de 6h1025
Observação 8 leitos160 de 12h89
Centro cirúrgico (salas)5 de manhã, 3 à tarde176 períodos de 6h2011
Centro cirúrgico (urgência)1 por turno60 de 12h89

Fechou a conta? Na demonstração, sem cadastro, você gera o mês a partir do modelo de um setor e vê a escala nascer pronta, com o valor de cada plantão.

A conta do PS: 210 plantões ÷ 10 por médico = 21; com 15% de folga, 24,15, ou seja, 25 nomes. Por que 10 no PS e 8 na UTI? No PS, os reforços de 6 horas deixam cada médico pegar mais turnos sem passar da carga semanal: 10 plantões misturando 12 e 6 horas dão cerca de 100 horas no mês, perto das 96 horas de 8 plantões de 12 horas na UTI. Plantão de 6 horas e de 12 horas contam diferente no cansaço, então confira a carga de cada um.

Para montar cada setor com seu próprio modelo, veja escala por setor.

Plantões por médico: o número que ninguém escreve

Quanto cada médico pode pegar no mês não é só vontade dele. Existe o descanso entre um plantão e outro e a carga de horas na semana. Se o quadro só fecha com médicos fazendo 15 plantões por mês, o problema não é a escala: é a lista curta. Antes de fechar esse número, leia qual o descanso mínimo entre dois plantões e se existe limite de horas semanais para o plantonista.

Outro ponto: o quadro não serve só para cobrir buracos. Serve para dividir o peso. Com 18 nomes na UTI, as noites, os sábados e os feriados se espalham. Com 9, caem sempre nos mesmos, e eles vão embora. Veja como dividir noites, fins de semana e feriados de forma justa e como reduzir a rotatividade de plantonistas.

Os erros mais comuns

  • Dimensionar pela média do dia. Sobra médico de madrugada e falta no fim da tarde.
  • Esquecer o "ou fração" da UTI. Um leito a mais pode pedir um plantonista a mais em cada turno.
  • Contar residente ou especialista de sobreaviso como primeiro atendimento. As resoluções do CFM tiram esses médicos da conta.
  • Quadro sem folga. Qualquer férias vira plantão descoberto em cima da hora, e cada um deles tem preço; veja quanto o hospital perde por plantão descoberto.
  • Somar médicos sem olhar a especialidade. 20 nomes na lista não cobrem a UTI se só 6 têm o perfil exigido.
  • Ignorar o efeito no cuidado. Equipe curta é médico cansado e fila maior. Veja como a escala afeta a segurança do paciente.
  • Fazer a conta uma vez e nunca mais. O PS muda no inverno, a UTI muda quando abre leito, o centro cirúrgico muda quando entra um cirurgião novo.

Onde o adm.hospital entra (e onde não entra)

Sendo direto: o adm.hospital não calcula o dimensionamento nem prevê a demanda. Essa conta é da direção e da coordenação, com os números do seu hospital. O que o sistema faz é transformar a conta pronta numa escala que cumpre a regra, todo mês:

  • Modelo do setor: você cadastra os turnos, a especialidade exigida, o valor e o teto de cada plantão. O mês nasce desse modelo. Veja como montar a escala do mês a partir do modelo do setor.
  • Trava antes de escalar: descanso, carga semanal, especialidade e teto de valor são conferidos antes de confirmar. Quem quebra a regra não entra.
  • Vaga para quem pode assumir: o plantão em aberto vai só para quem cumpre a regra do setor.
  • Troca rastreada: o plantão continua com o titular até um colega que cumpre a regra aceitar.
  • Divisão visível: noites, fins de semana e feriados por pessoa, com a média do grupo.
  • Fechamento em CSV: plantões, horas e valor por profissional, com o histórico de quem mudou o quê, com data e hora.

O fechamento é também o material para rever o dimensionamento. Se um setor fechou o mês com muitos plantões nas mãos de poucos nomes, a lista está curta. Se o gasto bateu no teto todo mês, o valor ou o quadro precisa mudar. Veja como fechar o mês de plantões e quais indicadores acompanhar na escala.

Para o coordenador, o dia a dia está em adm.hospital para o gestor. Para a direção, em como contratar. E para ver um setor funcionando sem cadastro, abra a demonstração.

Quando refazer a conta

  • Todo mês: olhe o fechamento. Quantos plantões cada um fez e quanto custou o setor.
  • A cada trimestre: refaça a conta do PS e da UPA por faixa de horário. A demanda muda com a estação.
  • Sempre que o setor mudar: leito novo na UTI, sala nova no centro cirúrgico, especialidade nova no PS.
  • Quando a regra mudar: as resoluções citadas aqui são as do CFM. Antes de fechar o modelo, confira a versão em vigor no site do conselho e com o responsável técnico do setor.

Perguntas rápidas

Qual a fórmula do dimensionamento de equipe médica?

Médicos por turno = demanda da faixa de horário ÷ capacidade de um médico, arredondado para cima e nunca abaixo do mínimo do CFM. Quadro = (turnos por dia × médicos por turno × dias do mês) ÷ plantões por médico × (1 + folga).

Quantos médicos uma UTI precisa por leito?

Pela Resolução CFM nº 2.271/2020, a UTI adulto de nível II ou III precisa de no mínimo 1 plantonista para cada 10 leitos ou fração em cada turno, e 1 diarista para cada 10 leitos ou fração de manhã e à tarde. Na UCI, a proporção é de 1 para cada 15 leitos.

O que a Anvisa exige de médicos na UTI?

A RDC nº 7/2010 da Anvisa pede no mínimo 1 médico plantonista para cada 10 leitos ou fração, em cada turno, e um responsável técnico com título de especialista em medicina intensiva. Confira o texto em vigor no site da Anvisa.

Quantos pacientes por hora um médico do pronto-socorro pode atender?

As Resoluções CFM nº 2.077/2014 (PS do hospital) e nº 2.079/2014 (UPA) usam como referência o máximo de 3 pacientes por hora por médico do primeiro atendimento. O número serve para planejar o mínimo de médicos, não como cota de atendimento.

Como calcular quantos médicos ter na lista do setor?

Divida os plantões do mês pelo número de plantões que cada médico costuma pegar e some uma folga de 10% a 20% para férias e faltas. Exemplo: 120 plantões ÷ 8 por médico = 15; com 15% de folga, 18 nomes.

O adm.hospital calcula o dimensionamento da equipe?

Não. A conta é da direção e da coordenação. O adm.hospital usa o modelo do setor que você cadastra (turnos, especialidade, valor e teto), confere descanso, carga semanal e especialidade antes de escalar e fecha o mês em CSV, o que ajuda a rever a conta.

A escala do mês, de pé na segunda de manhã.

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